VIDE:
- ETIMOLOGIA DA PALAVRA LATINA RELIGIO
- RELIGIÃO EM OUTRAS LÍNGUAS
- RELIGIOSIDADE
- FILOSOFIA DA RELIGIÃO
- RELIGIO PERENNIS
- RELIGIÃO E METAFÍSICA
- RELIGIÕES
- POLÊMICA RELIGIOSA
Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA
É verdade que só a experiência, e na ausência da Intelecção, pode dar margem a conclusões totalmente opostas: pensar-se-á, então, que a pluralidade das religiões constitui uma prova da sua falsidade ou, pelo menos, da sua subjetividade, já que diferem. Muito paradoxalmente, mas de modo fatal — tendo o civilizacionismo preparado o terreno —, a esfera oficial do pensamento católico deixou-se levar pelas conclusões da experiência profana, ignorando naturalmente as da Intelecção. Isso faz com que esses ideólogos admitam certos postulados extrínsecos do esoterismo — precisamente o da validade das outras religiões — mas desacreditando da sua própria religião, sem compreender a dos outros em profundidade.
Martin Lings: UM SANTO SUFI DO SÉCULO XX
Los tres planos de la religión: Imán, islám, ihsán, es decir, teología, ley canónica (que incluye las obligaciones rituales) y mística. Del ihsán dice: «Es el resultado de lo que le precede, es decir, el resultado de la sumisión (islám) y el resultado de la fe (imán). Por ello se le llama excelencia (ihsán), en el sentido de perfeccionamiento o maestría, y aquel que no tiene un pie en la Estación de la Excelencia se queda corto en la medida de su sumisión a Dios» (Minah, p. 79). En otras palabras, el ihsán —o Sufismo— es una dimensión superior, en profundidad o elevación, que se añade al islám y al mán. Puede considerarse también que el propio ihsán es capaz de tomar una dimensión superior, y el Sayj dice, en este sentido (p. 77), que el comienzo del ihsán es la muráqaba (vigilancia), mientras que su final es la mus áhada (contemplación directa). En otro lugar (p. 151), indica que los aspectos interiores de islám, imán e ihsán son, respectivamente, istislám (véase p. 169), iqán (certidumbre) e 'iyán (visión cara a cara).
Ananda Coomaraswamy: PERTINÊNCIA DA FILOSOFIA
Pretendíamos discutir mais extensamente as diferenças entre a Religião e a metafísica, mas preferimos concluir esta seção com uma asserção da identidade final de ambas. Consideradas como Meios ou práxis, ambas são meios de conseguir a retificação, regeneração e reintegração da consciência do indivíduo, que é aberrante e fragmentada; também são meios de conceber a finalidade suprema do homem (purushartha) como se consistisse no fato de o indivíduo perceber todas as possibilidades que estão inerentes na sua própria existência; ou podem ir mais adiante e ver uma meta final na percepção de todas as possibilidades de existir em qualquer modo e também das possibilidades de não existir. Para os neoplatônicos e para Santo Agostinho, assim como para Erigena, Eckhart e Dante e para seres como Rumi, Ibn Arabi, Sankaracarya e muitos outros asiáticos, as sensações religiosas e intelectuais estão entrelaçadas de forma muito íntima para que possam ser separadas completamente; por exemplo, quem suspeitaria que as palavras "como pode Aquele que os Que Compreendem denominam Olho de todas as coisas, Intelecto dos intelectos, Luz das luzes e Onipresença numinosa, como pode Ele ser outra coisa senão a finalidade último do homem" e "Fostes tocado e possuído! há muito tempo estais separado de mim, mas agora Vos encontrei e jamais Vos deixarei ir!" não fossem tomadas de uma fonte teística, e sim de hinos puramente vedânticos dirigidos à Essência (atman) e ao Brâmane "impessoal"!
FILOSOFIA: FILOSOFIA DA RELIGIÃO; FENOMENOLOGIA DA RELIGIÃO
Raimon Panikkar
Se a religião ou o religioso não são a dimensão em profundidade da realidade mesma, então não são senão superestruturas adicionadas ao que é — nada de mais, no compto geral, que uma instituição que aí estará, no melhor para vos ajudar, no pior para vos perturbar ou vos incomodar.
Mário Ferreira dos Santos: ART. 1 — A SIMBÓLICA DAS RELIGIÕES
GURDJIEFF: PRIMEIRA VISITA DE BELZEBU À ÍNDIA