VIDE: Virgem; Miriam; Theotokos; Grande Mãe; Guenon Nascimento do Avatara; Chenique Metafisica; Ressurreição e Maternidade Virginal
EVANGELHO DE JESUS: Mt 1:18-21; Lc 1:26-38
Forma e substância nas religiões
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O caráter marcante da mensagem aissaouiana como possuindo uma dimensão mariana ou maryamiana.
- A associação indissociável entre Jesus e Maria no Alcorão, onde aparecem quase como uma manifestação única.
- A designação de Cristo como «Jesus, Filho de Maria» (Aissa ibn Maryam).
- A descrição corânica desta unidade como um sinal milagroso, ao qual foi dado um refúgio elevado, tranquilo e irrigado por fontes.
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A interpretação da união «Jesus-Maria» à luz de conceitos metafísicos universais.
- A compreensão desta associação como a do Avatar e sua Shakti, em terminologia hindu.
- A referência corânica à trindade «Deus-Jesus-Maria» como uma indicação, por um lado, de um estado de fato psicológico reprovável e, por outro, de um mistério esotérico inerente à mensagem aissaouiana.
- A definição da mensagem de Cristo como intrinsecamente mariana, dado que a Virgem é a «esposa do Espírito Santo» e um aspecto da Via e da Vida.
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O processo de integração espiritual através dos princípios mariano e cristico.
- A integração da alma (nafs) na «substância marial».
- A aspiração do espírito (Ruh) pelo «princípio crístico».
- A manifestação histórica desta espiritualidade em figuras como São Bernardo, Dante Alighieri e São Luís Maria Grignion de Montfort.
- A independência desta perspectiva da distinção entre a via do amor e a via da gnose, estando presente em ambas.
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A distinção conceptual no Islame entre as realidades crística e marial através dos termos salat e salam.
- A correspondência do princípio crístico com a salat («bênção») e do princípio mariano com o salam («paz»).
- A interpretação do Sheik Al-Alawi, onde o ato divino da salat é como um relâmpago que extingue o receptáculo humano, enquanto o ato do salam derrama a influência divina na substância do indivíduo, como a água.
- A distinção entre as graças crísticas, «verticais», e as graças marianas, «horizontais».
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A função predisponente e harmonizadora da influência feminina ou marial.
- A preparação da alma, endurecida e dispersa, para receber o influxo viril através da bondade, beleza, pureza e humildade da Virgem.
- A relação deste processo com o renascimento «da água e do Espírito», onde a água corresponde ao princípio virginal.
- A analogia com as espécies eucarísticas, onde o pão representa a «homogeneidade marial».
- A função do salam em completar e «fixar» a influência da salat.
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A natureza dual e aparentemente oposta do princípio virginal.
- Sua função simultaneamente receptiva, passiva ou plástica, e conservadora ou coagulante.
- Seu aspecto superior como uma «interioridade fluida» ou «nectarínea», conforme sua realidade de Shakti suprema.
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A analogia do Espírito divino manifestado com o reflexo do sol num lago.
- A identificação do elemento feminino ou «horizontal» como a luminosidade potencial da água e a calma perfeita de sua superfície.
- A compreensão destas qualidades como um pré-requisito para a reflexão perfeita do astro, sendo, portanto, algo dele mesmo.
- A conceituação do Receptáculo primordial como uma projeção providencial ou um desdobramento do Conteúdo divino.
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A descrição da Feminilidade primordial nos textos sagrados e sua personificação em Maria.
- A citação dos Provérbios que descrevem a Sabedoria (ou Feminilidade primordial) presente na Criação.
- As qualidades desta Materia Prima ou Prakriti: pureza, transparência, receptividade em relação ao Céu e união íntima com ele.
- A descrição corânica de Maria como «eleita e purificada», «submissa» e «crente nas Palavras de seu Senhor».
- A relação de interdependência entre Maria e a Palavra divina.
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O significado de uma referência espiritual a figuras como Jesus e Maria por um santo muçulmano.
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A exemplificação do caráter desta referência espiritual através do diálogo de Jesus com Nicodemos.
- O contexto noturno do encontro, evocado como Layla ou Haqiqah pelos sufis.
- A necessidade do renascimento «da Água e do Espírito» para entrar no Reino de Deus.
- A interpretação da Água como a perfeição segundo Maria, e do Espírito como a perfeição segundo Jesus.
- O protótipo cosmogônico desta dualidade no «Espírito de Deus pairando sobre as águas».
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A alquimia espiritual resultante da combinação do «santo sono» e da «santa vigília».
- A referência análoga no Cântico dos Cânticos: «Eu durmo, mas o meu coração vela».
- O «santo sono» ou apatheia referindo-se ao mistério mariano (receptividade, pureza).
- A «santa vigília» referindo-se ao mistério crístico (discernimento, atividade espiritual).
- A aplicação desta combinação em todas as metodologias iniciáticas.
- O estado de «sono» da mente como um desapego do mundo efêmero e dispersivo, mantendo-se calma e pura.
- O estado de «vigília» do coração, que, superando o endurecimento, acolhe e transmite a Realidade divina, que é Verbo, Luz e Vida.
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