VIDE: JERUSALÉM; MECA; TOMAR; ACRÓPOLE; CIDADES DE ESMERALDA; CIDADES MÍSTICAS
PERENIALISTAS
René Guénon: CIDADE DIVINA; CIDADE DOS SALGUEIROS
Nos falta aún indicar brevemente un punto: para ser legítima y válida desde el punto de vista tradicional, es decir, en suma, para ser verdaderamente "normal", la constitución y la organización de toda ciudad o sociedad humana debe tomar como modelo, en la medida de lo posible, la "Ciudad divina"; decimos en la medida de lo posible, porque, en las condiciones actuales de nuestro mundo por lo menos, la imitación de ese modelo ( que es propiamente un "arquetipo" ) será siempre y forzosamente imperfecta, como lo muestra lo que habíamos dicho antes acerca de la comparación del Purusha con un rey; pero, como quiera que fuere, solo en la medida en que esa imitación se realice se estará estrictamente en derecho de hablar de "civilización". Es decir con bastante claridad que todo cuanto así se denomina en el mundo moderno, y de lo cual se pretende incluso hacer "la civilización" por excelencia, no podría ser sino una caricatura y, a menudo, en muchos respectos, hasta lo contrario de la civilización; no solo una civilización antitradicional como ésa no merece en realidad tal nombre, sino que además, en realidad, es en estricto rigor la antítesis de la civilización verdadera.
Ananda Coomaraswamy: O QUE É CIVILIZAÇÃO
A raiz da palavra civilização é Kei, como vemos na palavra grega keisthai e na palavra sanscrítica si, ou, estar deitado, jazer, estar estendido, estar situado em algum lugar. Sendo assim, uma cidade é uma "toca" ou uma "cova" em que o cidadão "arma a cama" onde vai se deitar. Imediatamente perguntamos quem vive assim e tem essa economia. A raiz da palavra política é Pla, como na palavra grega pimplemi e na sanscrítica pur ou cidade, cidadela, fortaleza, do latim plenum (que em sánscrito é purnam), que também significa cheio e encher. As raízes de purusha são estas duas, por isso o significado intrínseco dessa palavra é cidadão, seja no sentido de homem (um homem, Fulano de Tal), seja no sentido de o Homem (neste homem, e de modo absoluto); de qualquer modo, purusha é a pessoa que pode ser distinguida (pelos seus próprios poderes de visão e compreensão) do homem animal (pasu), que é governado pela "fome e sede" que sente.
No pensamento de Platão há uma cidade cósmica do mundo, o estado cidade e um corpo político de indivíduos: são todos comunidades (do grego koinonia e do sânscrito gana). "Encontramos o mesmo número de castas (em grego genos e em sânscrito jati) na cidade e na alma (ou no Eu) de cada um de nós"; o princípio da justiça é o mesmo em toda parte, ou seja, cada membro da comunidade deve executar as tarefas para as quais tem aptidão por natureza; e o estabelecimento da justiça e do bem-estar coletivo depende sempre da resposta à pergunta: qual deles vai governar, o melhor ou o pior? Uma Razão única e uma Lei Comum única? Ou a multidão de homens endinheirados que ficam fora da cidade, e a infinidade de desejos dos indivíduos? (República, de Platão, 441 etc).
Quem enche ou popula essas cidades? De quem são essas cidades, "nossas" ou de Deus? Qual é o significado de "autogovernar"? (pergunta de Platão que implica uma distinção entre governante e governado. República, 436B). Fílon diz que "no que se refere a autoridade (kyrios), Deus é o único cidadão" (monos polites, Cher. 121) e vemos que isso é quase idêntico às seguintes palavras do Upanishad: "Um Homem (purusha) é o cidadão (purushaya) de toda e qualquer cidade" (sarvasu pursu, Brhadaranyaka Upanisad II.5.18) e de modo nenhum deve ser considerado em contradição com a outra afirmação de Fílon que diz que "Adão" (não "um homem", e sim o verdadeiro Homem) é o "único cidadão do mundo", (monos kosmopolites Opif. 142). Do mesmo modo, "esta cidade (pur) significa 'estes mundos', a Pessoa (purusha) é o Espírito (yo' yam pavate = Vayu) que, por habitar (sete) essa cidade, é denominado Cidadão" ou purusha no Satapatha Brahmana XIII.6.2.1 e no Atharva Veda Samhita)) X.2.30, em que "quem conhece a cidade de Brahma, em que a Pessoa (purusha) é assim denominada, não vê nem respira a vida do deserto antes da velhice", mas neste caso a "cidade" é o próprio corpo da pessoa e os "cidadãos" são os poderes que recebeu de Deus.
CRISTOLOGIA
Mestre Eckhart: SERMÃO II
«Villeta» = «bürgelîn» en el original. En latín se habla de «quoddam castellum» que significa «lugar fortificado, ciudadela». Esta palabra, a su vez, corresponde a aome en griego, cuyo sentido es «pueblo, aldea, barrio de una villa». «Burc» en alto alemán medio corresponde a «Burg, Schloss, Stadt» en alemán moderno. Tomando en cuenta todas estas expresiones creemos que «villeta» puede corresponder al diminutivo «bürgelîn», palabra usada por Eckhart. Pero también hay que tener presente la acepción de «castillo» con referencia al reducto inexpugnable del alma al cual se alude en este sermón.