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id da página: 8653 Oriente e Ocidente

Oriente e Ocidente



Pierre Stables: Duas chaves iniciáticas da Legenda Dourada: Cabala e I-Ching

A Legenda Dourada nos fala do Oriente inúmeras vezes:

  • A cruz foi vista por Constantino, em sonho, do lado do Oriente, ela aí brilhava como fogo.
  • O Monte das Oliveiras está a Oriente de Jerusalém, e recebe a luz do dia antes desta cidade.
  • São Paulo se voltou para o Oriente e, em sua língua maternal, orou antes de ser decapitado.
  • O Arcanjo Miguel ordena que se sube à igreja que construiu e dedico ele mesmo sobre o Monte, pelo caminho do Oriente.
  • Na cripta do Monte Saint-Michel havia três altares, dois ao meio-dia, e um a Oriente, coberto de um manto vermelho.
  • Santa Taís, reclusa, demanda como adorar Deus. Ela recebe do abade Pafuncio esta resposta: «Contentai-vos, estando sentada, de olhar do lado do Oriente, e de repetir frequentemente estas palavras: "Vós que me formastes, tende piedade de mim"»
  • São Arsênio, nos sábados à noite, punha-se de costas para o Ocidente e esperava o alvorecer, voltado para o Oriente.
  • O povo dos Winules recebeu a ordem de orar voltado para o Oriente.
  • O Oriente corresponde aos apóstolos.
  • «E porque os judeus oravam para o Ocidente, e os cristão para o Oriente...» (São Pelágio)
  • «Ora, nós oramos, nas igrejas, com a face voltada para o Oriente... para mostrar que buscamos nossa pátria, para olhar do lado de Jesus crucificado, para mostrar que esperamos a vinda do soberano Juiz.»
  • «Deus colocou o Paraíso no Éden, do lado do Oriente, de onde fez sair Adão, para que ele habite do lado do Ocidente... Adoramos Deus do lado do Oriente... Jesus Cristo olhava para o Ocidente, e nós adoramos (voltados para o Oriente) para o olhar. Quando ele subiu ao céu, foi levado no ar deste lado; porque ele virá da mesma maneira que eles o viram indo ao Céu. É portanto para mostrar que o atendemos, se o adoramos voltados para o Oriente» (João Damasceno).
  • Os Reis Magos no dia que receberam a ordem de ir a Judeia, «viram ao Oriente três sóis que, pouco a pouco, formaram apenas um» (Natividade).


No I Ching as referências ao Oriente se encontram a respeito de temas como: a noção de origem, a de orientação ritual, de olhar, de Leste, de crescimento, de nascimento, de Ritos. Mas é pelas relações entre a noção de «sacrifício» e aquela de «primavera» que se entra no domínio de sintemas que alcançam na ordem do mental, uma «profundeza» e uma «altura» extraordinárias.

Henry Corbin: Corbin Homem Luz

El Oriente místico, el Oriente-origen, es el polo celeste, el punto de orientación de la ascensión espiritual, cuyo magnetismo atrae hacia el palacio irradiante de la materia inmaterial de los seres fijados en sus hecceidades eternas. Es una región sin coordenadas en nuestros mapas: paraíso de Yima, Tierra de luz, Terra lucida, Tierra celestial de Hûrqalyâ. Sus proximidades se anuncian en el esplendor de una visio smaragdina, el resplandor de luz verde característica de un grado definido de percepción visionaria en Najm Kobrâ y su escuela. Su aparición puede preceder a las «tinieblas de las proximidades del polo»; puede también sucederlas, cuando éstas se franquean como prueba suprema de iniciación individual. Según sea uno u otro el caso, el motivo preludia o, por el contrario, prolonga el tema de la «luz negra», tal como lo veremos tratado aquí por dos maestros del sufismo iranio.

Otro gran maestro del sufismo iranio, ‘Alî-e Hamadânî († 786/1385), en un tratado sobre los sueños, habla del Oriente que es la ipseidad misma (howîyat) del mundo del Misterio, es decir, de lo suprasensible, el Oriente al que se elevan los perfectos. En otro lugar, Hamadânî habla de este mismo Oriente como ipseidad del mundo invisible que es fuente de la emanación del ser, descendiendo hasta el Occidente del mundo de los cuerpos, por los ocho grados o moradas de los mundos del Jabarût y el Malakût. Igualmente, cuando Avicena pregunta a Hayy ibn Yaqzân (que asume hacia él el mismo papel que la Naturaleza Perfecta respecto de Hermes) cuál es su patria, la respuesta se refiere a la Jerusalén celestial. Hayy ibn Yaqzân, tipificación personal de la Inteligencia agente, es un «oriental»; pertenece a ese Oriente cuyos grados, superponiéndose en altura por encima del mundo de la materia terrestre, él mismo muestra al filósofo. Esta idea de Oriente en los relatos avicenianos concuerda, pues, perfectamente con la que Sohravardi expone en su «teosofía oriental»; los «orientales» son aquellos que, venidos de lo alto, vuelven allí pasando por la iniciación interior que describe el Relato del exilio occidental.


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