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id da página: 7598 Stanislas Breton – Filosofia e Mística – Substância e Relação Stanislas Breton

Stanislas Breton Iohannes Substantia Relatio


BRETON, Stanislas. Philosophie et mystique. Existence et surexistence. Grenoble: Jérôme Millon, 1996

  • A problemática da relação nos dois níveis do ser-em e da preexistência

    • A relação do arquétipo com a cópia e da cópia com o arquétipo
    • A relação do complexo arquétipo-cópia com a divindade, o fundo e o abismo
    • A interrogação sobre os tipos de relação que convêm a casos tão diferentes
  • A definição de Mestre Eckhart da relação como fundamento para uma casuística geral do relacional

    • A proposição de Eckhart: "A relação é aquilo cujo ser todo consiste em ser do outro, para o outro (em direção ao outro)"
    • A especificação dos tipos de relação através dos casos gramaticais latinos: genitivo, acusativo e dativo
    • A hipótese da nomenclatura eckhartiana ser exaustiva para as figuras primordiais da relação
  • A análise do ternário relacional e a ausência do ser-em

    • O questionamento sobre a omissão do ser-em na enumeração de Eckhart
    • A natureza "extática" do ser da relação, consistindo em um "certo passage"
    • A definição de São Tomás de Aquino: "relatio in quodam transitu consistit"
    • O "oportet transire" eckhartiano e a incompatibilidade do ser-em com o movimento ordinário
    • A interpretação do ser-em como "movimento imóvel" à maneira neoplatônica
  • A insinuação do ser-em através do genitivo "alterius"

    • O genitivo como expressão de pertença e o elemento como "água-mãe"
    • A appartenance como função de um ser-em não possessivo, mas doador
    • A omissão do ser-em como admissão tácita de seu papel de fundamento das relações
  • A relação de appartenance no contexto do Novo Testamento e a crítica de São Paulo

    • A appartenance como relação cujo ser todo é "ser de alguém ou de alguma coisa"
    • O escândalo das divisões na igreja de Corinto: "Eu sou de Paulo, ou de Pedro, ou de Apollo"
    • A contraposição paulina: "todos e cada um sois do Cristo"
    • A qualidade singular da appartenance a Cristo, universalizado pela morte
  • A relação de inclusão e sua distinção em contextos lógico-matemáticos e vitais

    • A preposição "em" como sinônimo de inclusão e "fazer parte de"
    • A partição referente a uma totalidade concreta de ordem vital
    • O caráter maléfico da divisão como fratura da unidade, contrastando com a fração eucarística
    • A partição como recenseamento para um cálculo de rendimento ótimo
  • A evolução da appartenance nas comunidades cristãs primitivas

    • A intimidade indiferenciada da comunidade de Jerusalém baseada no "nome de Jesus"
    • A necessidade da divisão e inclusão com a diversificação do recrutamento
    • O modelo paulino do "corpo místico" do Cristo como totalidade orgânica
    • O deslocamento semântico da expressão "em Cristo" para um todo hierárquico e funcional
  • A conceptualização do "ser-para" a partir do "ad" latino medieval

    • A tradução do "ad" como "ser-para" e seu simbolismo na seta russelliana
    • A associação com a ideia de missão profética e a doutrina da predestinação
    • A definição ascética de Tomás de Aquino: a essência utópica do puro relação
    • A caracterização do "ser-para" como "um certo passage" e "oportet transire"
  • O "ser-para" como destino ontológico do ser

    • A flâmula do perpétuo voo sobre todo ser
    • A marca ontológica de um trânsito que é simultaneamente essência e dever-ser
    • A subordinação do "ser-para" ao "ser-em" e seu comando sobre as relações "com", "entre" e "para"
  • A modalidade do dativo "alteri" como consagração e devotamento

    • O acréscimo do dativo ao sentido extático do "ser-para"
    • A atração do outro como centro de gravitação
    • A infinita conjugação do verbo "servir" segundo temperamentos, situações e capacidades
    • O pressuposto da "kenosis" paulina para o ato de servir
  • A hierarquia dos tipos de relação e seu paralelismo com um quasi-grupo de operações

    • A sequência do "ser-em", passando pelo "ser-para", até o "ser-para"
    • A correspondência termo a termo: ser-em com operação imanente, ser-para com movimento processivo, ser-para com retorno-conversão
  • O problema da preexistência tratado em linguagem de relação e operação

    • A aplicação do teorema proclusiano a todos os entes: permanecer, processar, converter-se
    • A conexão universal entre operações e relações na ontologia teológica de Tomás de Aquino e Mestre Eckhart
    • O lugar privilegiado da singularidade humana para a realização dessa conexão
  • A antropologia de Mestre Eckhart e a via real das relações e operações

    • A distinção entre o "homem nobre" essencial e o homem empírico decaído
    • A existência como sinônimo de decadência e a obra como queda recuperada
    • O contraste com a esperança paulina na libertação final do Cosmos
    • A convicção soberana do "ser-em Deus" de tudo o que é: "Deus rima com lugar"
  • O livre jogo das relações-operações no íntimo do ser

    • O funcionamento inconsciente do ternário relacional "em nós sem nós"
    • A reflexão filosófica sobre o pré-requisito ontológico significados pelos casos gramaticais
    • A fixação das operações fundamentais: ato primeiro do permanecer-em, processão e conversão
  • A esquematização trinitária do grupo de relações e operações

    • A herança filosófica na formulação dogmática da Trindade cristã
    • A atribuição ao Père do ser-em da substância e da memória, do permanecer e da appartenance
    • O Filho como modelo do ser-para e da processão
    • O Espírito Santo como exemplar do ser-para da conversão
  • As duas tendências na prática espiritual das relações-operações: São Bernardo e a mística renana

    • A via de amor de São Bernardo e o "Cântico dos Cânticos"
    • A composição do "ser-em" e do "ser-para" em um movimento único de atração recíproca
    • A manutenção da distância inspirada no modelo trinitário
    • O ritmo ternário dos três lugares: jardim, adega, quarto, como transits de um itinerário
  • A espiritualidade eckhartiana do intelecto e do desapego

    • A rejeição da mystica esponsal em favor da imaterialidade do intelecto
    • A ascèse do desapego como virtude mais divina e semelhante a Deus
    • A união por subtração com a essência eterna, o "homem nobre"
    • A interpretação do "quod quid erat esse" aristotélico como "dever-ser" e Arche da preexistência
  • O segundo nível da preexistência além do intelecto e do ser

    • A necessidade de transitar além do Deus da teologia e dos filósofos
    • O Logos joânico como santuário que precede o sancta sanctorum do Abismo
    • A problematicidade da preexistência no au-delà do ser e do Verbo
  • A reflexão sobre o ser como inteligível infinito e sua superação

    • O caráter de incircunscrito do ser em Tomás de Aquino e sua identidade com Deus em Eckhart
    • A limitação do ser pela essência e determinação, mesmo em sua plenitude
    • A crítica de Schelling: a impossibilidade de emergir do todo para questioná-lo
    • A razão para Eckhart transcender o ser
  • A preexistência do segundo grau como "fora do lugar" em um novo meio

    • O abismo como "lá" misterioso, espaço sem início nem fim
    • O "verdejar" de Deus e o florescer do "homem nobre" nesse espaço
    • A manutenção de uma "preexistência" como "germe de não-ser" procliano
    • A respiração do místico e a transformação das operações-relações
  • A objeção concernente à natureza irreal da relação

    • A definição da relação como puro "ser-para" ou trânsito
    • A dicotomia substância-acidente e a exclusão de um termo médio
    • O exílio da relação das condições de ser real
  • As duas teses interpretativas sobre o estatuto ontológico da relação

    • A primeira tese: a neutralidade essencial da relação, compatível com o real e o irreal
    • A segunda tese: a impossibilidade existencial da relação, reduzindo-a a fenômeno de pensamento
    • O exemplo tópico da "coluna à minha direita" como denominação extrínseca
  • O confronto com a sexta tese de Marx sobre Feuerbach

    • A formulação de Marx: "a essência humana é o conjunto das relações sociais"
    • A crítica ao indivíduo humano abstrato e isolado em Feuerbach
    • A clarificação radical das duas teses através de sua confrontação
    • O traço comum: a crítica da unilateralidade respectiva
  • O juízo equitativo sobre as concepções da relação

    • O serviço da crítica como ato libertador que abre o positivo de uma determinação
    • A incorporação dessa lição à reflexão contemporânea
    • A evidência do "sistema franco da relação" nas ciências e na política mundial
    • A redescoberta do "singular" nos direitos humanos e na habitação poética do sensível
  • A resolução do conflito através da indissociabilidade do real

    • A impossibilidade de satisfazer-se com a justaposição dos opostos
    • A questão do continuo de seu encadeamento
    • A demonstração de que os opostos se apoiam no movimento do real
    • A indissociabilidade da distinção e da unidade na relação, tal como a figura e o fundo na percepção
  • A resposta sobre a irrealidade da relação

    • O real como simultaneamente substância e relação, singularidade e comunidade
    • A capacidade de fixar a singularidade ou de privilegiar o horizonte
    • A relatividade inevitável que não priva a relação de consistência ontológica
  • Conclusões sobre a elucidação do estatuto da relação

    • A validade real das relações que permitem pensar a preexistência
    • O duplo uso do termo "todo" como reflexo da distinção e da unidade
    • O "todo" como substantivo que acentua o "ser-junto" e a appartenance recíproca
    • A primazia do "ser-em" como elemento primordial da preexistência
  • O escrúpulo final sobre a essência do "ser-em"

    • A aparente incoerência entre o "ser-em" e a essência extática da relação
    • A dissipação pela dualidade de perspectivas: trânsito ou imanência
    • A inflexão da mobilidade do "ser-para" em requisição de inserção pelo "ser-em"
    • A tendência da linguagem mística em minimizar separação em favor da imanência
  • O equilíbrio frágil entre substância e relação e os riscos do misticismo e do ateísmo

    • A dificuldade de manter unidos unidade e distinção, "ser-em" e "ser-para"
    • A parcialidade humana que divide na prática o que deve ser unido no direito
    • O risco do misticismo de liquidar o indivíduo no Absoluto sem rosto
    • A reivindicação ateia de autonomia comprometida pela consciência religiosa
    • A gravidade dessas questões ligadas à preexistência e seu lugar futuro na discussão