Carregando...
 
Skip to main content
id da página: 5693 Substância

Substância

ONTOLOGIASER — SUBSTÂNCIA


VIDE: MATÉRIA; OUSIA, ESSÊNCIA, HYLE, EXISTÊNCIA


FILOSOFIA
Leibniz: SUBSTÂNCIA


PERENIALISTAS
René Guénon: PURUSHA E PRAKRITI

El sentido de la palabra hyle, en Aristóteles, es más bien el de "substancia" en toda su universalidad, y, eidos ( que la palabra "forma" traduce bastante mal al castellano, a causa de los equívocos a los que puede dar lugar muy fácilmente ) corresponde no menos exactamente a la "esencia" considerada como correlativa de esta substancia.


Segundo o estudo do pensamento de René Guénon, de Vicenza, Dictionnaire de René Guénon:

Na fonte, à raiz da Manifestação, a Substância não é nela mesma absolutamente manifestada. Ela aparece, ou pelo menos é tornada visível, sensível, por intermédio dos diferentes atributos ou "modalidades" que exprimem enquanto essências sua dependência a respeito da Substância. As essências particulares, e é o que importa compreender, não têm existência tangível, de realidade, senão por seu apego à Substância, apego sem o qual elas são absolutamente "nada" no sentido mais forte e completo da palavra, se assim se pode conferir uma qualquer atribuição ontológica ao Nada radical. A Substância é o que não se vê mas que permite portar toda Forma ao ser, de projetá-la no domínio formal, de lhe dar uma existência verdadeira, da retirá-lo da Possibilidade pura e de lhe oferecer um fundamento concreto efetivo. A Substância primordial indiferenciada (Prakriti) permanece eternamente estável, imutável, ela não participa de nenhuma maneira nas vicissitudes do mundo contingente, ela escapa à impermanência, ao movimento e à confusão da manifestação na medida que ela não está imersa na Duração e no Espaço. Na intimidade do Princípio, ela ocupa um lugar de primeira ordem pois ela autoriza a passagem para a existência tangível. No entanto deve-se ver bem que a distinção entre Substância e Essência, não é possível senão pela relação entretida pelo Ser Universal com a Manifestação vis a vis da qual deve ser visto como o Princípio, e que se "polariza", se diferencia em "Essência" e "Substância". A Substância é portanto o "substrato", o suporte da manifestação do Ser, seu determinante primeiro e essencial. Causa sem causa, "Raiz sem raiz", a Substância, una em sua indistinção, desenvolve, quando ela é atualizada pelo poder "ordenador" de Purusha, as três Gunas (sattwa, rajas, tamas) ou qualidades fundamentais da Existência Universal.

Sob o ângulo da Substância, nos é portanto permitido aperceber o aspecto cosmogônico da Natureza e seu "Devir" próprio, assim como a Unidade do Ser em que são reunidas Substância e Essência. Guénon insistirá no entanto, numerosas vezes, sobre a necessidade de superar a visão limitada dos dois termos correlativos, "essência" e "substância", a fim de penetrar no coração da Metafísica integral que se estende até o Para-matma ou Purushottama, quer dizer o Supremo Brahma, além da essência e substância, que ele só é autenticamente desprovido, absolutamente e principialmente de todo limite.


Jean Canteins: Excertos de A PAIXÃO DE DANTE ALIGHIERI

Traduzimos, na falta de melhor, a palavra sussistenza, empregada aqui (Dante Alighieri), por «Substância». A questão é confusa por prazer: em latim a distinção entre substantia (de sub-stare: se manter abaixo) e seu dublê subsistentia (de sub-sistere: estar abaixo) não se dá por si só segundo os contextos. O sentido destas duas palavras é derivada daquela determinada pelo neoplatônicos entre os termos gregos hypostasis e hyparxis; o primeiro pode se traduzir por «Essência» (como sinônimo de ousia) ou por «Hipóstase» e designar a Pessoa Divina; o segundo por «existência», o fato de ser.

Não é questão de abordar em uma nota a problemática complexa destas duas noções. A explicação menos nebulosa nos parece ser dada por um homem de grande envergadura especulativa que forma a malha entre o pré-escolástico João Escoto (séc. IX) de quem sofreu a influência, e os grandes escolásticos dos séculos XIII e XIV: Gilbert de la Porrée (1076-1154). E eis muito esquematicamente resumida: por um lado, diz-se de um «subsistente» que é uma substância porque suporte (sub-stat) um certo número de «acidentes» e, assim sendo, é a causa e o princípio daqueles que participam em seu ser; por outro lado, a «subsistência» é a propriedade do que, para ser o que é, não tem necessidade de acidentes (p. ex. os gêneros e espécies). Segue-se que porque elas não têm necessidade de seus acidentes para subsistir todas as substâncias são subsistências mas porque algumas dentre elas não suportam de fato nenhum acidente todas as subsistências não são substâncias (Etienne Gilson, A Filosofia na Idade Média. 1944, p. 264).