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id da página: 10324 IDENTIDADE EXISTENCIAL

Identidade Existencial


Eis dois textos. São de al-Hallaj, crucificado em Bagdá em 921, por ter ousado dizer: Ana al-Haqq, «sou a Verdade (ou a Realidade) divina»: «vi meu Senhor pelo Olho do Coração e ele disse: Quem és? Ele me disse: tu!» E: «tentei ter paciência mas meu coração pode pacientar, privado de seu centro? Tua Mente pouco a pouco se misturou a minha mente, fazendo alternar aproximações e abandonos. E agora, sou Tu mesmo, Tua Existência, é a minha...» É preciso pesar estas palavras com cuidado e se guardar da crença fácil que tais proposições nada mais são que ornamentos líricos. Pretendem exprimir, ao contrário, que a mente criada, quando do desvelamento, não pode se distinguir de Deus. Mas esta identidade existencial não a Identidade Suprema se, por esta expressão, pretende-se afirmar que a abertura do Olho do Coração desvela a identidade absoluta da criatura e de Deus. Segundo a experiência da metanoia, ver Deus existencialmente é, para a mente criada, devir, a um grau incomparável, consciente disto que o Existir pertence a Deus e não à criatura e que, no desvelamento, a mente criada é «vista» por Deus que se mira no espelho que, por sua face interna, ou intelecto agente, esta mente é. Em se mirando no espelho desta face interna, Deus, quando do desvelamento, faz existir a mente na medida, que é sem medida, de seu Ipsum esse, de sorte que, no momento, a mente não pode se distinguir essencialmente de Deus. [Allard l'Olivier: L'illumination du coeur]


Volvamos ahora al punto en que Zhuangzi reduce todo a un modo de existencia onírico. Nada en el mundo del Ser es sólidamente autosubsistente. En terminología escolástica, se puede describir la situación diciendo que nada posee, salvo en apariencia, una «quididad» o «esencia» inmutable. En este fluido estado de cosas, no es posible estar seguro de la identidad de nada. Nunca sabemos si a es realmente a.

Y esta incertidumbre esencial y onírica es válida para la Vida y la Muerte. La estructura conceptual de esta afirmación queda manifiesta si reemplazamos los términos Vida y Muerte por ay b, e intentamos representar la situación según el esquema de a y b que acabamos de explicar. [Toshihiko IzutsuSufismo e Taoismo]




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