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Retorno

RETORNO


VIDE: morte; conversão; deificação

Evangelho de Jesus: Filho Prodigo

Quando os Quatro Elementos da alma — dos quais três são de natureza individual e o quarto de ordem universal (v. Alma na Cabala) — se reabsorvem, no curso da realização espiritual, em sua Quintessência transcendente — a "Alma única", idêntica ao único Real — esta reabsorção provoca, sobre o plano corporal, a reintegração dos Quatro Elementos grosseiros em sua quintessência etérea que, em si, nada mais é que a "materia prima" se identificando à Receptividade própria de Deus. Este retorno da individualidade psico-física humana à Deus representa, por definição, o movimento contrário a sua subversão ou Queda original a destacando de sua Essência Universal no duplo aspecto transcendente e imanente — a "Alma única" (Yehidah) ou suprema e a "Alma (eternamente) vivente" (Hayah) e universal —. Ora a Essência do Homem não é nada afetada por sua Queda que, no entanto, teria sido impossível sem o abuso cometido por ele para com a realidade "arrancada" ao Divino (v. Árvore do Conhecimento). Com efeito, a "Alma (eternamente) vivente" transmite, da "Alma única", a Vida e a Luz divinas à "alma espiritual" (Neshamah) que é, simbolicamente falando, a "fina ponta superior" da individualidade psico-física do homem — ela é o "sopro divino" nele e prefigura o elemento "Ar", enquanto a Yehidah é o Arquétipo do "éter", e Hayah aquele do "Fogo" que, na cosmologia judaica, transcende o elemento "Ar" —. Ora, o homem primordial pecou em usurpando a Vida e a Luz universais — de sua própria Essência divina, a Árvore da Vida "plantada" nele mesmo, — para fins individuais e terrestres. Seu egocentrismo reduziu a ele próprio a Vida universal a uma existência mortal, e seu Conhecimento do único Verdadeiro e Real aquela do bem e do mal (v. Árvore do Conhecimento). Sua sede de viver o bem terrestre e relativo — cortado de sua Raiz absoluta e implicando por isto mesmo o mal — transmutou a luz pura do Conhecimento unitivo em "fogo" infernal queimando o "sopro espiritual" (Neshamah) de sua alma e perturbando as "águas" puras ou vibrações celestes e sutis — os pensamentos — de seu mental, até os mergulhar nas trevas. Esta obscuridade da "alma mental" (Ruah) preencheu a "alma corporal" (Nephesh) que, anteriormente, era a "terra celeste" no homem, "terra" pura, translúcida e luminosa como o Corpo Etéreo a envelopando. É ao término desta Queda dos elementos psíquicos que a obscuridade sutil, o "fogo negro" do "Adversário" (Satã), vestiu os elementos etéreos do Corpo Glorioso e concretizou e destacou os "restos", a saber os Quatro Elementos grosseiros constituindo a matéria composta — e se decompondo — do corpo caído.

A queda do homem sendo aquela de sua alma — levando com ela seu corpo — seu retorno a Deus começará portanto pela “reviravolta” do estado caído de seus elementos psíquicos. A “alma corporal”, voltada para baixo, para o terrestre, o carnal, será purificada e revirada para o alto, para a “alma mental” ela mesma purificada: as “águas” dos pensamentos serão clarificada, a ponto de que a razão será como um espelho imaculado refletindo, sem obscurecimento, as luz que lhe transmite sua essência espiritual. o Sopro da “alma espiritual” não será mais abrasado pelo “Fogo” da paixão cegadora, mas conduzido a seu estado inicial de “ar puro” ou de inspiração divina. Por esta inspiração, a “alma espiritual” tornará a “alma mental” conforme à Verdade e à Vontade divinas, conformidade que dominará desde então a “alma corporal” e, através dela, o corpo caído. tão bem que o homem inteiro se tornará um verdadeiro “servidor” de seu Senhor. O corpo exterior manifestará tanto quanto possível as qualidades próprias ao corpo interior e glorioso, que terá retomado força pela deiformidade restaurada a “alma corporal” e da “carne” mesmo que ele penetrará de sua própria substância pura e incorruptível. O corpo caído será assim purificado e regenerado do interior, a ponto de se tornar ele mesmo sensível à luz espiritual, conforme à receptividade de seu protótipo interior e da “alma corporal” retornada ao estado de “terra celeste”.

Graças à atividade contemplativa da “alma mental”, centrada por sua fina ponta superior — a “alma espiritual” — sobre sua Essência universal e divina, o corpo interior poderá então, no seio do corpo exterior tornado o ponto de partida de sua ascensão, se elevar da terra caída para a terra celeste. A forma individual deste corpo “ascensionado” e modificado em corpo celeste, se transmutará, graças à mesma contemplação, em corpo universal, quando a alma individual, atraída por seu Objeto cognitivo transcendente, sairá de sua ponta superior e espiritual, para ser transformada na “Alma (eternamente) vivente” e universal.

O fogo da alma, em lugar de consumir o ser humano além de sua existência terrestre até o Inferno, terá dado sua força transformadora à afirmação ou amor de Deus e de seu Reino universal; e este amor acabará por se modificar em pura Luz ou Conhecimento divino, que elevará o ser além mesmo de seu Corpo e de sua Alma universais, até o estado transcendente da “Alma única”: o Absoluto. [Leo Schaya: RETORNO DO HOMEM A DEUS]


E preenchido de beleza e perfeição, comecei a girar. Senti-me girando no universo, refletindo eternamente a luz do amado. De meu ser emanava a luz das luzes, escorriam as lágrimas de saudade e amor e o universo se renovava. Os planetas giravam extasiados, apaixonados, velozmente enlouquecidos, preenchidos de novo da luz da recordação, da verdade do amor. As galáxias explodiam e giravam numa felicidade infinita.

O universo se calou enquanto a criação renascia.

E conforme eu descia e girava, compreendia que era Ele sempre presente, criando e criado, criador e criação. Que no amor dos meus olhos, Ele via o mundo, Ele via a si mesmo.

Compreendi então o propósito do homem, o propósito da criação.

Recordei da ilusão do esquecimento que vela o homem, que o torna um simples animal. Mas compreendi a natureza da vida, as dificuldades desta prisão temporal Tudo agora era perfeito. É no poder de nossa recordação que está a chave. Dentro do coração do próprio homem se encontra a porta. Mas ele foi esquecido, abandonado, o homem se tornou desesperado, egoísta, cego. O homem teme seu propósito, teme o amor porque ele questiona, consome, transforma.

Reduz a pó nossas certezas, nossas ilusões, nossas farsas. Nesse momento em que minha jornada pareceu uma eternidade, percebo que ela nada mais é que um único véu, um único passo.

E no momento em que estas imagens passavam em minha mente, e via a prisão mesquinha, triste e escura em que o homem se força a permanecer, enquanto a porta em direção a Verdade permanece eternamente aberta, fui tomado pela compaixão.

A luz do amado explodiu dentro de mim em amor e compaixão. Uma bondade emanava e redimia o mundo, trazia nova esperança aos homens. O dia amanheceu azul, alegre. E novamente compreendi que não há nada a não ser Ele. Que tudo é perfeito.

E num piscar de olhos levantei na minha cama e vi se esvaecer à minha frente a face daquele pássaro, sorrindo. E lá estava eu, chorando, sorrindo... [SohravardiArcanjo Empurpurado – Tratado dos Pássaros (tr. Instituto Nokhooja)]


Si Transmutación (hua) es la palabra clave de Zhuangzi en esta sección de su filosofía, el Retorno (Jan o fu) es el término clave que Laozi escoge como expresión adecuada de su idea.

Tendremos, más adelante, ocasión de hablar del significado cósmico del Retorno concebido por Laozi. De momento, nos limitaremos a considerar este concepto en la medida en que se relaciona con la cuestión del relativismo.

El Retorno es un concepto dinámico. Se refiere, en otras palabras, al aspecto dinámico del mencionado relativismo de Laozi o la base ontológica dinámica en que she sitúa. El pensador explica este concepto de forma escueta en el siguiente párrafo, que puede considerarse como un epítome del conjunto de su ontología:

El Retorno es el movimiento de la Vía, la debilidad es el modo de obrar de la Vía. Las diez mil cosas bajo el Cielo nacen del Ser, el Ser nace del No-Ser.


Cabe señalar que hay, en este pasaje, una referencia soterrada a dos significados o aspectos distintos del «retorno» que Laozi parece distinguir en la estructura ontológica de las cosas. Uno de ellos queda sugerido en la primera frase, y el otro, en la segunda. La primera frase viene a decir que todo (a) lo que existe contiene una tendencia natural al «retorno», o sea el transformarse en su opuesto (b), que, a su vez, contiene la misma posibilidad de «retornar» a su opuesto, a saber, el estado original del que proviene (a). Así pues, todas las cosas se encuentran en constante proceso de movimiento circular, de a a b, y de b a a. Según Laozi, ésta es la regla que gobierna el «movimiento» (dong) ontológico o el aspecto dinámico de la Realidad. Y añade que la «debilidad» es el modo en que dicho movimiento es ejecutado por la Realidad.

La siguiente frase considera la estructura dinámica de la Realidad como un movimiento vertical y metafísico desde los Muchos fenoménicos hasta el Uno prefenoménico. Partiendo del estado de multiplicidad en que todas las cosas se actualizan y realizan, las hace remontarse hasta su origen primitivo. Las «diez mil cosas bajo el Cielo», o sea todas las cosas del mundo, adquieren Ser desde la Vía en su fase de «existencia». Pero esta fase de «existencia», que no es más que una etapa en el proceso de automanifestación de la Vía, adquiere Ser desde la fase de «inexistencia», que es la profundidad abismal de la Vía absolutamente incógnita e incognoscible. Cabe señalar que ese «remontar» de la infinidad de cosas a la «existencia» y a la «inexistencia» no es sólo un proceso conceptual. Según Laozi, se trata ante todo de un proceso cósmico. Todas las cosas «retornan», desde el punto de vista ontológico, a su origen primero, experimentando, por el camino, transformaciones «circulares» entre sí como las que sugiere la primera frase. Este retorno cósmico de todas las cosas al origen será analizado en un capítulo posterior. Nos ocuparemos aquí del Retorno «horizontal» al que se refiere la primera frase, o sea el proceso de «retorno» recíproco entre a y b. Laozi expresa esta idea de un modo peculiar en estos dos párrafos:

El infortunio es aquello en lo que estriba la fortuna, y la fortuna es aquello en lo que subyace el infortunio. [Ambos se convierten uno en otra y viceversa, indefinidamente, de modo que] nadie sabe en qué punto finaliza el proceso. Parece no haber norma absoluta, ya que lo que es [considerado como| justo «retorna» a lo injusto, y lo que es [[considerado como] bueno «retoma» a lo malo. ¡Cuánto tiempo lleva el hombre desorientado a este respecto!

La naturaleza de las cosas es tal que quien va delante acaba yendo detrás, y quien sigue a los demás acaba encontrándose al frente. Quien sopla sobre una cosa para calentarla acaba enfriándola, y quien sopla sobre una cosa para enfriarla acaba calentándola. Quien trata de fortalecerse acaba debilitándose, y quien desea seguir siendo débil se torna fuerte. Quien está a salvo cae en peligro, y quien se halla en peligro acaba a salvo.




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