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id da página: 3195 Henry Corbin – O paradoxo do monoteísmo – Necessidade da Angelologia (resumo)

Necessidade da Angelologia

  • Sobre a Necessidade da Angelologia
    • A dupla armadilha do monoteísmo esotérico: agnosticismo (ta'til) e antropomorfismo (tashbih)
    • A função da angelologia como escapatória da dupla armadilha, fornecendo um suporte para os Nomes e Atributos divinos
    • O risco de idolatria metafísica no monoteísmo esotérico ao postular o Ser Divino como um Ente supremo
    • A elevação ao teomonismo como condição para a verdade do relacionamento teofânico entre o ser e os entes
    • O perigo de confundir o ato de ser (wojud, esse) com o ente (mawjud, ens) na doutrina da unidade do ser
    • A manifestação da unidade do Ser-Uno na pluralidade dos entes por ele unificados
    • A concepção de Proclo do Ser-Uno como a enada das enadas e o Deus dos Deuses (Ilah al-Aliha)
    • O sentido unificante do Uno como mistério do Absconditum e princípio constituinte de todos os entes únicos
    • As enadas como enofanias, manifestações do Ser-Uno que são os Deuses ou Nomes divinos
    • A função teofânica dos Angeloi no interior da hierarquia cosmogônica de Proclo
    • O mistério da passagem do ser ao ente como investimento dos atos unificadores do Uno-Ser
    • A expressão do passagem na teosofia islâmica pelo imperativo primordial instaurador (KN, "Seja!")
    • A verdade esotérica do tawhid: o Uno como sujeito ativo que se faz unificador em todos os únicos
    • A definição ismaelita do tawhid como reconhecimento do papel hierárquico e único de cada único
    • A fórmula da unitude do Ser-Uno (1 x 1 x 1) e a fórmula da multidão dos entes (1 + 1 + 1)
    • O relacionamento teofânico entre as fórmulas, onde os únicos são teofanias do Ser-Uno
    • A interpretação de Proclo do Parmenides de Platão como uma teogonia
    • A correspondência com a manifestação dos Nomes divinos na segunda teofania infradivina primordial em Ibn Arabi
    • A correspondência sincrônica com o processional dos Nomes divinos no livro 3 Enoch da mística da Merkaba
    • Os Nomes divinos como nomes de Anjos formados com o sufixo -el, que nominam o Absconditum através de suas teofanias
    • A nomeação do Absconditum por Yahoele
    • O nível teofânico da revelação dos Nomes divinos como manifestação do Uno-Único na pluralidade dos Senhores (rabb)
    • O Senhor dos Senhores (Rabb al-Arbab) em Ibn Arabi e o segredo da condição signorial (sirr al-rububiya)
    • O segredo do relacionamento íntimo entre o senhor personificado (rabb) e aquele a quem ele se revela (marbub)
    • A angelologia fundamental como condição para uma teologia afirmativa com teofania
    • A sentença do Primeiro Imã do xiismo: "Quem conhece a si mesmo conhece o seu senhor"
    • A dupla indagação sobre a identidade do senhor pessoal e do si mesmo (nafs)
    • A resposta de Shaykh Ahmad Ahsa'i no comentário sobre a obra de Mollā Sadrā Shīrāzī
    • A conexão entre a filosofia da Ressurreição (ma'ad) e a metafísica da Imaginação ativa como corpo sutil da alma
    • As convergências entre a teosofia de Mollā Sadrā e a de Jacob Böhme sobre a corporeidade espiritual e a Imaginação ativa
    • A dificuldade da conhecimento de si mesmo segundo Mollā Sadrā
    • O comentário de Shaykh Ahsa'i sobre os componentes da individualidade espiritual humana
    • A realidade originária como "matéria" da individualidade: a qualificação teofânica pessoal pela qual Deus se revela
    • A teofania pessoal como "matéria" individual, denominada ato de ser, Luz de Deus, substrato íntimo (fu'ad) ou Sinal de Deus
    • A necessidade de o homem diferenciar-se de tudo que não é seu ser essencial para encontrar sua origem, seu "oriente"
    • O face a face com a teofania pessoal como sussurro direto (khitab fahwani) que revela Deus
    • A interpretação do versículo "Nada é semelhante a Ele" no contexto da descoberta do Único através da conquista de si mesmo
    • A conclusão de Shaykh Ahsa'i: "Quem conhece a si mesmo conhece o seu senhor" por ter conhecido a qualificação teofânica pessoal
    • A descrição da função teofânica do Anjo como a forma de revelação do Absconditum de acordo com o ser essencial de cada um
    • O sirr al-rububiya como segredo da função teofânica do Anjo, forma do senhor pessoal
    • O uso do termo rabb (senhor) para Anjos na apocalíptica judaica e no cristianismo primitivo
    • A qualificação de kyrioi (senhores) para Anjos e para o Christos Angelos
    • O testemunho dos livros de Enoque, IV Esdras e Pistis Sophia sobre a qualificação de senhor para Anjos
    • Os Angeloi tēs Kyriotētos (Anjos da Senhorialidade) e o Senhor dos Senhores (Rabb al-arbab)
    • A coordenação dos temas da angelologia fundamental a partir desses contextos
    • A função teofânica do Anjo em Ibn Arabi ilustrada pela aparição do Jovem Místico durante a circumambulação da Ka'ba
    • O diálogo ismaelita sobre o conhecimento de Deus através do conhecimento de si mesmo e a revelação da cadeia de Únicos até o Senhor dos Senhores
    • A hierarquia dos princípios angélicos em Sohrawardi e Avicena, com o Anjo-Espírito Santo (Gabriel) como senhor da estirpe humana
    • A "Natureza Perfeita" como forma de aparição do Anjo pessoal do filósofo, visionada por Hermes
    • A invocação de Sohrawardi à Natureza Perfeita em seu Livro das Horas
    • A teologia apofática como necessária, porém insuficiente sem uma teologia afirmativa mediada pela angelologia
    • A posição da teologia ismaelita: a angelologia como condição para a teologia afirmativa
    • A origem do imperativo criador a partir do mistério dos mistérios (ghayb al-ghoyub), além do ser (hyperousion)
    • O Ser primordialmente instaurado (al-Mubda' al-awwal, Protoktistos) como primeiro na hierarquia pleromática das Inteligências arcangélicas (Querubins)
    • O Primeiro Nous-Logos, Espírito Santo, Deus revelatus, cuja função teofânica é fundamental para todo conhecimento do Princípio primordial
    • A hierarquia arcangélica como suporte dos Nomes e Atributos divinos, evitando o antropomorfismo
    • O Protoktistos como suporte do Nome supremo al-Lāh
    • A derivação do nome Ilāh (al-Lāh) da raiz wlh, conotando nostalgia ou tristeza originária do arcangelo Logos
    • O segredo da nostalgia do arcangelo Logos por um conhecimento inatingível de seu Princípio
    • A verificação da necessidade da angelologia para a profetologia também no nível esotérico
    • O Querubim primordial como profeta original que convoca o pleroma ao reconhecimento do mistério do Uno-Único
    • O início da missão profética "no Céu" e seu prolongamento na Terra pela correspondência entre as hierarquias celeste e terrestre
    • A origem do ciclo da profetologia abraâmica a partir do "drama no céu" envolvendo o terceiro Querubim, Adão metafísico
    • O indissolúvel vínculo entre angelologia e profetologia segundo Shaykh Hajj Mohammad Karim-Khan Kermani
    • Os diferentes significados da palavra "Anjos" (mala'ika), desde o sentido geral de conexão entre o ato criador e a coisa criada até seres pessoais vivos
    • O conceito de Anjo abrangendo a totalidade dos graus do ser, incluindo o Anjo de uma paisagem ou de uma obra de arte
    • Os Anjos supremos (mala'ika 'aliya) como as Quatorze entidades perfeitas de luz, manifestadas terrestremente como os Quatorze Imaculados (ma'sum)
    • O pleroma dos Quatorze Imaculados: o Profeta, sua filha Fátima e os doze Imãs, manifestado em cada período do ciclo profético
    • A designação de "Anjos" para os Querubins como entidades celestes dos profetas e para os sábios sucessores dos profetas
    • A interpretação xiita do versículo sobre os Anjos guardiões do Fogo como os gnósticos conhecedores do segredo da imamologia
    • A identificação do Espírito (Ruh), no versículo sobre a descida dos Anjos, com Fátima, equivalente à Sofia
    • A profetologia xiita e sua imamologia integrada assumindo as funções e conceitos da angelologia
    • O paralelo com a cristologia angelomórfica (Engelchristologie) do judaico-cristianismo primitivo e do ebionismo
    • O prolongamento da cristologia angelomórfica judaico-cristã numa profetologia e imamologia igualmente angelomórficas no Islã
    • O relacionamento teofânico (tajalli, zohur) entre as entidades celestes dos Quatorze Imaculados e sua manifestação terrestre
    • A diferença entre o conceito teofânico e a união hipostática das duas naturezas definida pelo dogma da Encarnação
    • A rejeição da ideia de Encarnação pela profetologia da gnose islâmica e sua prevenção contra a laicização da Encarnação divina
    • A impossibilidade de laicizar ou sociologizar o Anjo das visões teofânicas
    • A impossibilidade do tawhid sem a angelologia ou, equivalentemente, sem a imamologia
    • A angelologia e a imamologia como meios de escapar ao agnosticismo e ao antropomorfismo, fornecendo um suporte real para os Nomes e Atributos
    • A declaração dos Imãs em sua entidade espiritual: "Nós somos os Nomes e os Atributos; nós somos a Face de Deus, nós somos a mão de Deus"
    • A verdade literal dessas afirmações como formas teofânicas reais, resolvendo o paradoxo entre a visão negada a Moisés e a visão afirmada pelo Profeta
    • O paralelismo entre a metafísica do Uno em Proclo e a meditação esotérica sobre o tawhid nos metafísicos do Islã
    • A consideração dos neoplatônicos tardios como "Gente do Livro" (Ahl al-Kitab), com os Oracula chaldaica e os Hinos órficos como sua revelação
    • A definição dos sábios gregos como "profetas gregos" pelos teosofistas do Islã, participantes da "filosofia profética"
    • A questão da "helenização do cristianismo" e suas consequências diversas em comparação com a recepção do helenismo pelos teosofistas do Islã
    • A alternativa entre a cristo-angelologia teofânica e o dogma da união hipostática, resultante da helenização do cristianismo
    • O apoio do helenismo neoplatônico avicenniano e ishraqi à profetologia do Verus Propheta herdada do judaico-cristianismo
    • A questão central do peso da necessidade da angelologia para cada tradição e as consequências de sua negligência
    • A impossibilidade de isolar a angelologia das comunidades abraâmicas da dos "profetas gregos" ou da angelologia avéstica da Pérsia antiga
    • O neoplatonismo tardio, com Proclo, como testemunha exemplar da necessidade da angelologia